Feliz Ano Novo!

janeiro 7, 2012 Deixe um comentário

Gostaria de ter escrito um texto de Feliz Ano Novo antes que 2012 chegasse, mas ele foi mais rápido que eu. Queria ter desejado muita saúde, paz, amor, sucesso e tudo aquilo que todo mundo deseja às pessoas queridas, ou mesmo aos desconhecidos, no final do ano. Sabe o que é? Fim de ano me deixa ansiosa, sobrecarregada, atarefada. Aquela sensação de que o ano está chegando ao fim e tenho que dar conta de tudo em pouco tempo me consome. Mesmo eu, que tenho uma habilidade invejável para administrar o tempo, começo a acreditar que 24h não é o bastante. Então aproveito o primeiro sábado do ano, lindo e ensolarado ao menos na minha cidade, para desejar a todos um FELIZ 2012.

Como já diz o ditado: antes tarde do que nunca.

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Lixo Extraordinário – Porque a Arte transforma as pessoas.

dezembro 29, 2011 Deixe um comentário

Tive oportunidade de ver algumas cenas do filme Lixo Extraordinário no 37º Congresso de Gestão de Pessoas promovido pela ABRH, onde foi realizado um Cine Fórum sobre a obra. Naquele dia virei fã do Tião, um dos personagens do filme, presente no debate, que tão bem discursou sobre cidadania, responsabilidade social, compromisso com o meio ambiente.

No entanto, não vou falar sobre Sustentabilidade – embora o tema mereça. Vou falar de Arte. Só ontem tive a oportunidade de assistir, por completo, o filme do Vik Muniz e estou emocionada até agora. Filmado ao longo de dois anos (agosto de 2007 a maio de 2009), o filme acompanhou o trabalho do artista plástico Vik Muniz em um dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro.

Enquanto fotografava um grupo de catadores de materiais recicláveis que o ajudou a construir as obras, ele se depara com a única coisa valiosa daquele lugar: a história de vida daquelas pessoas. E, de alguma forma, as transforma – e é transformado por elas. Com ajuda da arte todos os personagens passam a valorizar mais o seu trabalho, a resgatar sua auto-estima, a vislumbrar um futuro melhor, a questionar sua rotina, a sonhar.

O filme consegue mostrar que, independente da classe social, do lugar onde vivem, das oportunidades que possuem, do dinheiro que ganham, todos somos iguais. Não há pessoa melhor ou pior. Ou não pela condição social que ela tem.

Embora tenha me levado a diversas reflexões, da preservação do meio ambiente a arrogância humana, eu não consigo parar de pensar no poder transformador da Arte. O filme é uma prova indiscutível daquilo que mais acredito: a Arte transforma as pessoas.

Como afirmou Ferreira Gullar, “A arte existe porque a vida não basta.” A vida dos personagens foi modificada através do contato com o Vik, porque, de uma forma ou de outra, a alma humana precisava de arte para se manter viva.

Ainda que a gente nem se dê conta, ao ler um livro, assistir um filme, ouvir uma música, contemplar um quadro, entrar em um museu, estamos nos distanciando um pouco da realidade para defrontá-la e questioná-la depois. E isso muda tudo. Porque isso muda a nós mesmos.

Lixo Extraordinário é um filme que deveria ser visto por todos os brasileiros. Reserve-se no direito de não assistir, se quiser, mas por favor, assista um filme. Cante, dance, leia, escreva, vá ao teatro, entre num museu, fotografe. Muitos tentam nos convencer de que isso é bobagem, que isso é para gente rica, intelectual, metida, que a Arte não serve para coisa alguma. É mentira. Só a Arte é capaz de sacudir nossa alma com leveza e, ainda assim, fazê-la mudar.

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Feliz Natal!

dezembro 23, 2011 Deixe um comentário

Quero ver você não chorar
Não olhar pra trás
Nem se arrepender do que faz

Quero ver o amor vencer
Mas se a dor nascer
Você resistir e sorrir

Se você pode ser assim
Tão enorme assim eu vou crer

Que o Natal existe
Que ninguém é triste
Que no mundo é sempre amor

Bom Natal um feliz Natal
Muito amor e paz pra você
Pra você…

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Uma mãe como tantas

dezembro 12, 2011 Deixe um comentário

 

Na tentativa de ser uma boa mãe, li de “Quem ama educa” a “Criando Meninos passando por livros sobre Bullying e, agora, adolescência. O que esses livros me ensinaram? Que, entre a prática e a teoria, existe uma distância enorme e que nem tudo funciona para todos. Pessoas são únicas. Somos estranhos ímpares. Nossos filhos, portanto, não poderiam ser iguais – nem mesmo aos pais.

De alguma forma, tudo que li foi importante para eu chegar a conclusão de que sou uma boa mãe. Não porque leio muito, mas, porque diferente de muitas, não acho que estou sempre certa, que adulto tem sempre razão, que os pais sabem tudo sobre todas as coisas e que filhos têm menos direitos que os pais. Mesmo tendo se passado 14 anos, continuo tentando ser uma  mãe cada vez melhor.

É claro que já gritei, já perdi a paciência, já chorei e já me questionei muitas vezes, mas me orgulho muito de nunca ter dado no meu filho um tapinha sequer. Não acho que agressão educa. Acredito que deseduca mais. Quero ter autoridade sem ser autoritária. É bem mais difícil, eu sei. Mas não sou mesmo de escolher o caminho mais curto. Prefiro sempre o caminho correto.

Fico muito feliz quando meu filho tira boas notas, claro. Confesso que fiquei orgulhosa por ele ter passado direto mais um ano. Mas sinto-me aliviada quando ele liga para contar que tirou nota baixa ou não foi bem numa prova. Ao invés de esconder ou falsificar boletim, como muitos dos meus colegas faziam por medo dos pais, ele prefere me contar a verdade. Meu filho não tem medo de mim, confia em mim e sabe que estou do seu lado.

Talvez meu filho venha a me criticar algum dia. Talvez reclame do que fiz ou deixei de fazer. Talvez me culpe por seus problemas. Talvez venha a descobrir que sou permissiva demais. Talvez perceba que sou exigente demais. Ou de menos. Talvez se dê conta de que sou superprotetora. Talvez descubra em terapia que todos os traumas têm origem na mãe que tem. Talvez.

Eu só quero que um dia meu filho olhe para mim e perceba que eu tentei ser a melhor mãe que eu pude ser, que meu amor por ele é inquebrável e que tenho em mim todas as dúvidas e certezas do mundo, assim como ele.

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Silêncio, por favor

novembro 8, 2011 1 comentário

Lembro como se fosse hoje do dia em que entrei num restaurante com o meu filho e ele, desesperado, colocou as mãos na cabeça e disse: “vamos embora, é tanto barulho aqui que já estou com dor de cabeça.” Levantei, virei às costas e fui procurar outro restaurante menos barulhento. Desde então passei a observar mais o barulho e tenho sentido muita falta do silêncio.

Nos restaurantes que frequento no Centro do Rio, na hora do almoço, os ruídos são assíduos. Tanto que dia desses, precisando resolver assuntos do dia a dia com meu noivo, optamos por um restaurante só porque é o único onde ainda conseguimos ouvir um ao outro sem que seja preciso gritar. O atendimento é demorado, a comida não é ótima, mas podemos sentar e conversar. Algo tão simples tornou-se imensamente complicado nos dias atuais.

Para onde foi o silêncio? Observo que as pessoas estão falando cada vez mais – e mais alto, o que me levar a crer que não estão preocupadas em ouvir ninguém – só em serem ouvidas. Os tantos ruídos que ouço todos os dias são, para mim, muito mais do que uma manifestação de falta de educação. São uma manifestação clara da arrogância, prepotência e egoísmo tão presentes nos nossos dias.

Quem não fica um minuto em silêncio não tem muito a dizer. Só quer parecer que tem. Falam tanto o tempo todo, porque não suportam mais conviver com o (próprio)  silêncio, porque preferem falar uma coisa qualquer a ouvir algo mais interessante.

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A rede social mostra quem você é?

outubro 8, 2011 Deixe um comentário

Li o texto da minha amiga Michele Ramalho sobre o facebook onde ela faz o seguinte questionamento: “será mesmo que o que se mostra (no facebook) é o que se realmente é?”

Hoje em dia a maior parte das pessoas possui um perfil nas redes sociais. Ou vários. No entanto, algumas pessoas se apresentam nas redes sociais de forma totalmente diferente do dia a dia.Essa é uma das razões que levam tantos profissionais de Recursos Humanos a pesquisarem os perfis de seus candidatos. É por isso também que temos assistido várias pessoas sendo demitidas por declarações infelizes publicadas na internet.

A internet faz parte de nossas vidas e não conseguimos viver sem ela. Nem queremos. Exatamente por isso, temos que pensar no que somos e no que desejamos nos tornar, pois estamos olhando e sendo olhados constantemente. Quanto a você não sei, mas eu só quero o papel que me cabe: o de ser eu mesma.

Tiramos foto do filho e postamos imediatamente na internet, vamos a um show e divulgamos na rede, estamos namorando e fazemos declarações de amor calorosas. Não há mal nenhum nisso. Não há mal nenhum em demonstrar o que sente, o que deseja, o que pensa e o que é. Desde que essa pessoa seja você.

Se você não está satisfeito com o que é, nem com a vida que tem, não é vantajoso criar uma personagem e alimentá-la. Mudar a foto do perfil e escrever frases para enganar a si mesmo pode ser mais fácil do que se autonalisar e ter coragem para mudar – internamente, verdadeiramente, completamente, mas não vai torná-la uma pessoa mais feliz. Mais do que se preocupar com que os outros pensam a nosso respeito, precisamos pensar no que pensamos a nosso próprio respeito.

“Felicidade é quando o que você pensa, o que você diz e o que você faz estão em harmonia.” ( Mahatma Ghandi)

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