Arquivo da categoria: Ataque de nervos

Porque eu grito também

Porque eu grito também

Posso não ser sua amiga, posso não concordar com que você faz, posso não gostar de você – e tenho esse direito, mas não vou ser grossa ou mal educada, não vou inventar histórias a seu respeito, te difamar ou ser agressiva. Ou seja, num mundo louco e controverso como o nosso, eu sou uma pessoa legal. Bem, eu acho.  Tenho bom humor, sou otimista, respeito as pessoas como elas são, ouço mais do que falo, quero que as coisas deem certo, vejo o lado positivo das circunstâncias, não invado o espaço de ninguém. Não sou de gritar, fazer escândalo, impor minhas vontades acima de todas as coisas. O que não significa que negligencio as minhas vontades. Ou que sou burra. Ou que aceito tudo. Ou que para mim tudo tanto faz. Eu só quero saber do que pode dar certo. Não vou ficar gritando por bobagens. Não vou desperdiçar energia inutilmente. E vou sempre lutar para que as pessoas vivam de acordo com suas vontades. Desde que não pisem no meu calo, respeitem o meu quadrado e  não invadam meu espaço. Afinal de contas, posso até ser boazinha, mas não sou boba. Nem santa. Posso até ser calma, mas não tenho sangue de barata. Posso falar pouco, mas grito também.

(Des) Ordem

(Des) Ordem

O ano mal começou e já estou esgotada. Aconteceu tanta coisa num espaço tão curto de tempo que chego a sentir raiva do mês de janeiro. Minhas convicções estão controversas, meus desejos difusos, minhas certezas incertas. Logo eu, que gosto de preto no branco. Do Sim ou do não. Do fracasso ou do sucesso. Do amor ou do ódio. Da guerra ou da paz.

É, janeiro, ainda bem que outro mês começou.

Tepeêmica

Tepeêmica

Meu filho sabe quando estou com TPM antes mesmo de mim. Ele já chamou TPM de Tensão Pré Monstrual e de Tensão Para Matar, o que me leva a pensar que não deve ser nada fácil conviver comigo durante esse período.

Nesses dias tenho a sensação de que o mundo vai acabar antes da minha menstruação chegar, sinto vontade de comer todos os doces do mundo – e como sem culpa! – e minha sensibilidade fica infinitamente maior. Detalhe: eu já sou sensível para caramba!

Coisas simples, pequenas e singelas tomam uma imensa proporção, para o bem e para o mal. O que é bastante revelador. Alegro-me escandalosamente e me entristeço desesperadamente. Sem meio termo.

Como se não bastasse, sinto dores horríveis. Cada mês em um lugar, felizmente. Porque se fossem todas juntas eu não poderia sair de casa.

Sorte que após uns dias intensos, difíceis e incômodos, tudo volta a ser como antes. Pelo menos até o próximo mês.

Por que?

Por que?

Gostaria de saber explicar, mas eu não sei exatamente o que sinto. Medo? Ansiedade? Raiva? Meu coração está pequenininho e eu não sei como fazê-lo voltar ao normal. Tentei conversar com ele. Pedi para que não se preocupasse demais. Falei que ele é dramático. Mas é assim o jeito que ele tem de sentir: mergulhar. mergulha até o fundo do poço, sofre, chora, não come, não dorme. Sua tristeza é infinita enquanto dure e não há nada que o faça mudar, até que passe. Não sabe ser mais ou menos. Embora tente insistentemente. Agora, submerso em sua dor que, embora saiba de onde vem, não sabe se está afogado em suposições vazias, está sofrendo. E não para de pensar. Não só no que aconteceu, mas sobretudo, em como vai ser daqui para a frente.

Respeito é direito

Respeito é direito

Eu procuro não me importar com coisas pequenas, mas, como não sou perfeita, são justamente as pequenas coisas que mais me interessam. Escrever, por exemplo, TODO MUNDO consegue. Se quiser. Se pensar. Se insistir. Se tiver paciência. E, muitas vezes, se tiver o que dizer. Ou um porquê que justifique dizer. TODO MUNDO consegue. Escrever é fácil. E é isso que me dá mais ÓDIO. Se é fácil, se todo mundo consegue, se todo mundo é capaz… POR QUE algumas pessoas se apropriam das (pobres) palavras que escrevo e as utilizam como se fossem delas? Baixa estima? Preguiça? No mínimo, desrespeito, porque, convenhamos, copiar as palavras dos outros e, usar como se fossem suas, não é direito.

(Sim, estou revoltada)

(E envergonhada. Pela pessoa que sente-se incapaz de criar frases próprias)

Silvio Santos vem aí

Silvio Santos vem aí

Não vejo televisão faz tempo, e nem sei explicar exatamente o porquê, mas ao ler que o Silvio Santos (logo ele?!) fez uma criança de 7 anos chorar no palco eu fiquei chocada. Ao do tempo as emissoras têm feito de tudo em nome da audiência: espetáculo de bundas em grupos de axé, silicone livro-dos-recordes, sushi servido em corpo de mulheres, sabonete na banheira, Et’s, Latininhos e tudo mais que a imaginação permite. É tudo tão baixo, tão vergonhoso, tão constransgedor, que fico feliz de não ligar mais a tv. Ao menos eu não tenho contribuído mais com esse circo dos horrorores no qual a televisão aberta se transformou.