Arquivo da categoria: Só as mães são felizes

Num dia a gente ensina, no outro a gente aprende

Num dia a gente ensina, no outro a gente aprende

 

Voltei a estudar inglês. Não vou dizer como estou nas aulas, como é o curso, o que tenho aprendido ou porque senti necessidade de voltar às aulinhas de inglês. Não agora. Quero dizer que o Lucas, que está em nível (muito) mais avançado que o meu, é quem tem me ajudado.

É muito engraçado ouvir do meu filho coisas que falo para ele: “não desista, você consegue.”, “ah, vai deixar o exercício pela metade? Faça logo tudo!”, “deixa eu te explicar”. Isso é um exemplo de como a Educação é algo fantástico – e fascinante. Independente da idade, da escolaridade, do grau de parentesco ou do meio em que vive, cada um de nós tem alguma coisa para ensinar. E para aprender.

Podemos, sim, aprender com nossos filhos. Por que os pais precisam ter todas as respostas sempre? Por que não podem pedir ajuda aos filhos? Por que não podem dizer que não sabem? Por que não podem procurar uma resposta junto com os filhos?

É claro que o Lucas tira sarro com a minha cara quando pronuncio algo errado, não sei fazer um exercício ou tenho dúvida em algo banal. Mas não acho que seja desrespeito. Nessa hora eu não sou mãe, embora seja. Eu sou aluna. Aprendiz. E aprendizado requer, também, um pouco de humor.

À medida que aprendo, ele aprende também. E isso é algo fantástico. Aliás, a Educação é algo fantástico. Estamos aprendendo e ensinando o tempo todo. Basta querer. Basta ter humildade para assumir que não sabemos tudo. Que não temos todas as respostas.

Não saber tudo é o que nos faz ir adiante. É o que nos move. É o que nos permite ir atrás das respostas. E, muitas vezes, é o que nos faz elaborar mais perguntas.

Pergunte. Leia. Peça ajuda. Inclusive para o seu filho. Diferente do que você pensa, ele sabe muito mais do que você imagina – sobre coisas que, talvez, você precise saber. E ficará feliz em te ajudar.

(Você aprendeu alguma coisa hoje?)

Maternidade e vida profissional

Maternidade e vida profissional

Constantemente eu ouço mulheres afirmando que, se pudessem, largariam o trabalho para cuidar dos filhos. Que se sentem culpadas por trabalharem fora. Que ficam tristes ao deixar os filhos na creche. Eu amo o meu filho, mas nunca senti culpa por dar tchau, virar as costas e me dedicar ao trabalho. Nem mesmo na época de faculdade, quando trabalhava durante o dia e estudava à noite.

Mesmo se fosse riquíssima ou ganhasse na mega-sena não deixaria de “trabalhar fora”. E sempre falei isso para o meu filho. Hoje eu gosto do que faço. E sempre gostei do que fiz. Gostei de lecionar. Gostei de trabalhar em Comunicação. Gostei de trabalhar com Marketing. Gostei de trabalhar com Atendimento ao Cliente.

Quando o Lucas tentava me impedir de ir ao trabalho eu explicava o porquê precisava ir: porque eu tinha um compromisso, porque tinha que cumprir com a minha responsabilidade, porque eu o amava mais que tudo nessa vida, mas também gostava do que fazia. E, por fim, falava que precisava ganhar dinheiro. Para ser independente, para cuidar de mim. E dele.

Sempre me preocupei em não apresentar o trabalho como fardo. Como algo ruim, que distancia pais e filhos, que só serve para obter um retorno financeiro e permitir o acúmulo de bens materiais. Nunca vi dessa forma. Trabalhar faz com que a gente se sinta útil. Permite que a gente coloque em prática tudo o que aprende. Faz com que a gente conheça outras pessoas, tão diferentes e tão iguais a nós. Faz com que conheçamos a nós mesmos.

Vez ou outra o Lucas ainda pede que eu não vá ao trabalho. E confesso que acho lindo. Fica claro que me ama e gosta de estar em minha companhia. Mas esse é o momento, também, em que aproveito para falar de valores nos quais acredito: que a gente precisa fazer o que gosta, que tem que estudar algo que ame, que precisa cumprir sua responsabilidade, que compromisso é compromisso, que não se pode faltar ao trabalho sem que haja um motivo plausível e verdadeiro. E ainda comparo a minha rotina a dele, de estudante. Cada um tem os seus compromissos e os seus desafios.

Não tenho pretensão de que o Lucas tire disso alguma lição. Espero que sim. Que escolha estudar o que lhe dar prazer, e não o que lhe dê dinheiro. Que preze pela responsabilidade. Que valorize o compromisso. Que seja curioso. Que estude cada dia mais. Que respeite a vida profissional das mulheres. Que é possível conciliar vida pessoal e profissional. Mas, se tiver que tirar apenas uma lição que seja apenas a de que não devemos culpar os filhos (nem a ninguém!) por não ter conquistado o que desejava.

Desde que meu filho nasceu tenho me esforçado para ser a melhor mãe que eu posso ser, mas é claro que não acerto sempre –  embora tenha lido inúmeros livros sobre Educação Infantil, de “Criando Meninos” a “Quem ama educa”.

Sou uma mãe presente, que acredita que para ser uma boa mãe é preciso, antes de qualquer coisa, ser uma pessoa feliz – e eu não seria feliz se tivesse que ficar em casa 24h, todos os dias. E isso faz muita diferença. E tenho certeza: o meu  filho (me) entende.

Crescimento

Crescimento

Foi Lucas nascer para eu imaginar como seria o nosso relacionamento daqui a alguns anos. Lembro do assombro que me preencheu ao imaginá-lo adolescente. Eu seria jovem ainda – e não estava certa se adulta o bastante para lidar com um menino com espinhas na cara, pêlos crescendo pelo corpo e, sobretudo, hormônios que desejam contestar o mundo.

A rotina de mãe fez com que eu esquecesse meus devaneios. Meu filho, como toda criança, só teria uma infância e, portanto, tratei de aproveitá-la ao máximo. Emocionei-me com as primeiras palavras e os primeiros passinhos. Chorei quando ele foi à escola pela primeira vez. Li e criei histórias, o levei a museus, praias, parques, zoológico, peças de teatro, cinema, circo. Fizemos desenhos, inventamos cidades, sonhamos conquistar o mundo e o recriamos diversas vezes.

Quando vejo um bebê não sinto a mínima saudade de quando o meu filho cabia em meus braços, comia o que eu determinava e me acompanhava onde eu quisesse. Ele cresceu. E eu também. Temos hoje a idade que imaginei um dia – e pensei que esse dia demoraria muito mais a chegar. Suas contestações, sua rebeldia, sua inteligência e, por vezes, sua ignorância, me ensinaram (e ensinam) bastante.

Pais e filhos estão em constante crescimento.

O jogo da vida

O jogo da vida

Calma, não precisa chorar. Tudo tem solução. Você ainda tem metade do ano pela frente. Com certeza irá recuperar essa nota. Vai desistir de ser engenheiro por causa disso? Por conta de uma nota baixa em matemática? Não é desistir muito facilmente? Que desista, que mude de ideia, que se interesse por outra coisa, mas só por que tirou uma nota baixa em todo esse tempo de estudo? Calma, filho, não é o fim do mundo. A vida é mesmo assim. As dificuldades aumentam. Como um jogo de videogame, sabe? Vamos mudando de fase a cada obstáculo vencido. E os obstáculos tornam-se cada vez maiores. Mais difíceis. Essa é a graça do jogo. Esse é o jogo da vida. Caso contrário não teria a menor graça. Não daríamos valor às nossas conquistas. Pensa bem. Você se dedicou como deveria aos estudos? Então, estude mais. Eu sei, meu amor, que você nunca precisou estudar matemática. Que sempre foi bom em raciocínio lógico, mas agora você precisa mudar o comportamento para continuar tendo bons resultados. Há uma coisa nova atrás da outra. Estude. Não vale a pena repetir o ano todo por causa de uma matéria. Chore. Lamente. Fique triste. Mas não se abata. Você só vai conseguir se recuperar se fizer alguma coisa. E só você pode fazer alguma coisa por você mesmo.

(Quem foi que disse que só adultos têm problemas?)

Dia de festa!

Dia de festa!

Dia de bolo, brigadeiro, cachorro quente. Dia de festa. Dia do seu aniversário. Dia dos seus 13 anos. Desejo a você muita saúde, paz, prosperidade, alegria, harmonia e muito amor.  Que seus sonhos tornem-se realidade, que as dificuldades sejam encaradas com serenidade, que encontre felicidade em suas escolhas e se responsabilize por elas, porque a felicidade é a gente quem faz.

Lucas, parabéns pelo seu dia!

(Eu te amo!)