
Em 12 de julho de 2011, estava em casa enviando e-mail para o trabalho e a Internet caiu. Esperei algumas horas e nada. Liguei para a Central de Atendimento da Vivo, esperei mais de uma hora para ser atendida, relatei o problema, falei com técnicos, fiz testes e nada adiantou, o problema persistiu. No dia seguinte, me enchi de esperança, fui conectar e o serviço continuava inoperante.
Reclamei por twitter, recebi e respondi diversas mensagens diretas, uma atendente me ligou, liguei novamente para a Central, ouvi mais musiquinha, fiz mais testes e nada. Como iria viajar dia 18/07, liguei para cancelar o serviço, porque, além de não ser meu perfil ficar gastando energia desnecessária, ficar me aborrecendo, brigando e insistir no que não dá certo, eu iria viajar e tinha um motivo a mais para não desejar problema.
Para a minha surpresa, a atendente falou que eu não poderia cancelar o serviço, pois era cliente nova. Como eu, cliente há mais de um ano, era cliente nova?! Depois de várias ligações e muita insistência, fui informada de que no sistema constava que eu era cliente desde 13/07/2011. Ou seja, a minha internet não funcionava desde o dia 12/07/2011 e sou cliente desde o dia 13/07/2011. Você entende? Pois eu não.
Viajei, passei 23 dias longe do país, esqueci que a Vivo existia e, ao retornar, adivinhem: a internet ainda não funcionava. Mais telefonema, mas tweet, mais mensagens diretas e nada. Como nada é tão ruim que não possa piorar, além da internet não funcionar, a Vivo teve a delicadeza de enviar DUAS contas referentes a julho e outras DUAS referentes a agosto.
Já cansada, sentindo-me desrespeitada e impedida de cancelar o serviço, fui à loja da Vivo. Imediatamente, recebi uma senha “Atendimento Expresso”. Confesso que fiquei feliz quando ela disse que não havia ninguém na sala. Eis que, ao entrar, me deparo com dois aparelhos telefônicos! Eu não só queria, mas precisava, falar com uma pessoa. Com uma pessoa que visse meu contrato, as contas que paguei e pudesse se certificar de que sou cliente desde julho de 2010.
Depois de me recusar a usar o telefone e implorar por um atendimento “pessoal”, consegui expor meu problema. A atendente informou que recebi mais de uma conta, porque ultrapassei o limite da minha franquia, mas que eu deveria me dirigir ao “Atendimento Expresso”, os tais telefones presos na parede, para contestá-las, pois ela não poderia fazê-lo.
Perguntei se eu poderia cancelar o serviço, já que não funcionava há mais de um mês, e contestar através do telefone em seguida. Ela informou que sim. Cancelei e voltei à salinha vazia e para buscar informações sobre a enxurrada de contas.
Saí da loja da Vivo com duas senhas e quatro protocolos. E nenhuma resposta plausível sobre as contas duplicadas. NINGUÉM soube explicar as razões das contas. A conta datada de 03/08/2011 ninguém encontrou no sistema – embora eu tenha pago. Outra informou que eu pedi para mudar o serviço. Eu nunca pedi nada. Outra disse que o sistema estava com problema e não tinha como verificar. Outra que eu havia excedido a minha franquia. A última falou que precisava de orientações de sua Supervisora e depois informou que iria passar minha contestação à supervisora, no prazo de 72 horas a Vivo me responderia. Perfeito se ela não tivesse dito que EU é que deveria entrar em contato com a Central de Atendimento da Vivo para saber a resposta. A Vivo não tem uma resposta, precisa de um prazo e EU é que tenho que ligar depois? Detalhe importantíssimo: TODAS as quatro ligações caíram após minhas contestações. TODAS.
Isso tudo só confirmou o que eu já sabia: infelizmente, as empresas, principalmente as de telecomunicações, não se preocupam em nada com o cliente. Cobram tarifas exorbitantes, nos envolvem em programas de fidelidade obscuros e antiéticos, oferecem péssimos serviços, não dispõem de um atendimento ao cliente eficaz e nos tratam com total descaso e desrespeito. Como se nos fizessem um favor, quando na verdade, pagamos muito caro por serviços mal prestados.
É impressionante que com tanta evolução tecnológica, uma empresa de telefonia seja tão deficiente. Tenho para mim que o serviço só é de péssima qualidade, porque nós, consumidores, muitas vezes nos vemos obrigados a contratar um serviço ruim, porque, simplesmente, não existe nenhum bom. Não há opções. Não temos escolha.
A Vivo perdeu uma cliente. Sabe o que isso significa para eles? Nada. Hoje mesmo, milhares de pessoas iludidas pelas campanhas publicitárias da companhia, devem ter contratado o mesmo serviço que cancelei. Chego a desconfiar que a Vivo investe mais em Publicidade do que em Telecomunicações.
Apesar de não ser mais cliente, o que de certa forma me traz bastante alívio, dia 28/08/2011 vencem as DUAS contas que recebi e, mais injusto do que ter que pagar por um serviço que não usei, só mesmo a empresa não se dignar a dar uma resposta.
Eu só sei que mesmo com todo orgulho de ser brasileira, estou muito envergonhada agora. Sinto-me usada, desrespeitada, humilhada. Se isso tudo acontece, mesmo com a existência do Código do Consumidor, o que as empresas fariam, em especial a Vivo, se não houvesse leis?
Por tudo isso, não recomendo a Internet 3G da Vivo para ninguém, porque pior do que pagar por um serviço que não funciona é lidar com uma empresa que não te atende.